domingo, 26 de outubro de 2014

Homenagem 20° BIB – Batalhão Sargento Max Wolf Filho


Reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB)
Medalha Batalhão Sargento Max Wolff Filho.


O 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB), no dia 03 de outubro de 2014, comemorou seu 72º aniversário de criação. Durante a solenidade a Guarda Municipal de Curitiba teve a honra de ser agraciada com o diploma:

 “Amigo do Vinte”, que foi conferido ao Supervisor Edison Bretas Junior, Comandante do Grupamento Tático de Motocicletas, e a


 “Medalha Batalhão Sargento Max Wolff Filho”, foi conferida ao Inspetor Claudio Frederico de Carvalho, Diretor da Guarda Municipal de Curitiba, como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados a este batalhão.

Quem foi o Sargento Max Wolff Filho, hoje considerado um dos grandes heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Filho de pai austríaco e mãe brasileira, nasceu em 29 de julho de 1911, na humilde cidade paranaense de Rio Negro. Segundo de cinco irmãos, em sua adolescência trabalhou com o pai numa torrefação de café e como escriturário nos armazéns de uma companhia de navegação.
Com a mudança de residência da família para Curitiba (PR), alistou-se no 15º Batalhão de Caçadores (15º BC), hoje 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB). Posteriormente, servindo no 30º Regimento de Infantaria (30º RI), conquistou a admiração, o respeito e a confiança de seus superiores, pares e subordinados, em particular de seu comandante, o então Capitão Zenóbio da Costa, pela coragem e destemor demonstrados em situações de emprego da tropa.
Promovido à graduação de 3º sargento, passou a integrar a Polícia Municipal do Rio de Janeiro, na época Distrito Federal, organizada pelo Major Zenóbio da Costa.
Aos 33 anos, voluntário e incorporado ao 11º Regimento de Infantaria (11ºRI), seguiu para a Itália em outubro de 1944, tendo destacada atuação na execução de ações de remuniciamento e resgate de feridos.
Desde cedo, em decorrência de sua determinação, excepcional senso de responsabilidade e cuidado especial que dispensava aos seus subordinados, tornou-se popular e querido não só pela tropa brasileira como também pelos americanos.
Em inúmeras oportunidades, o Sargento Max Wolff voluntariou-se para o comando de patrulhas, que, infiltradas nas linhas defensivas inimigas, realizavam reconhecimentos, faziam prisioneiros ou resgatavam feridos, evidenciando qualidades que o consagraram como o “Rei dos Patrulheiros”.
Tombou heroicamente em solo italiano, no dia 12 de abril de 1945, durante a realização de uma patrulha de reconhecimento, após ter recebido uma rajada de metralhadora, levando aflição e angústia à tropa brasileira que combatia os alemães em Montese.
Sem dúvida, as ações do Sargento Max Wolff Filho foram eternizadas, pois cumpriu honrosamente a sua missão, sempre evidenciando lealdade, desprendimento, coragem e espírito de sacrifício.
Em reconhecimento aos seus predicados de herói da Força Expedicionária Brasileira, foi promovido post-mortem ao posto de 2º Tenente e foi agraciado com as sequintes medalhas: Cruz de Campanha, Sangue do Brasil, Cruz de Combate de 1ª Classe e Bronze Star (americana).
Em 2010, o Exército Brasileiro criou a Medalha Max Wolff Filho, como forma de premiar os subtenentes e sargentos da Força Terrestre, do serviço ativo ou na inatividade, agraciando àqueles que demonstrem características e/ou atitudes evidenciadas pelo herói Max Wolff, destacando-se pela dedicação à profissão e pelo interesse no seu aprimoramento.
De modo a manter viva a memória deste valoroso herói da 2ª Guerra Mundial, o Exército Brasileiro dignificou as seguintes Organizações Militares com a Denominação Histórica “Sargento Max Wolff Filho”:

– Escola de Sargentos das Armas (EsSA), localizada em Três Corações (MG), estabelecimento de ensino voltado para a formação dos futuros sargentos combatentes do Exército;
– 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB), em Curitiba (PR), Organização Militar que teve a honra de incorporá-lo.
Sargento Max Wolff Filho, Herói da 2ª Guerra Mundial, seus atos de abnegação, sacrifício e bravura ficaram registrados na memória do Exército Brasileiro e, principalmente, nas melhores tradições da FEB, que, com muito orgulho, rendem-lhe as merecidas homenagens.


Fonte:http://www.eb.mil.br/c/document_library/get_file?uuid=594d4764-acb2-4e9c-8759-836c75201529&groupId=52610

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