quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Lançamos a Blogosfera Policial Municipal

quarta-feira, 14 de agosto de 20130 comentários




Olá colegas peço um minuto da atenção de todos para informar que em parceria com os amigos GCM Prezotto (Santo André), GCM Da Cunha (Santo André), GCM Guerra (São Paulo) e GCM Duarte (São Paulo), realizamos um sonho antigo. 

Cada um de nós possuímos um blog onde divulgamos atuações de Guardas Municipais deste País. E isso precisava melhorar.
Acabamos de criar um BLOG, mais uma ferramenta para unir as Guardas Municipais, onde agregaremos vários blog's de Guardas Municipais do Brasil inteiro em um só.


Ele se chama BLOGOSFERA POLICIAL MUNICIPAL (http://blogosferapolicialmunicipal.blogspot.com.br/). 
Sabemos que existem vários blog's que tratam das Guardas Municipais e o intuito foi unir estas ferramentas de divulgação da categoria em um só local.

A BLOGOSFERA POLICIAL MUNICIPAL funcionará da seguinte maneira. Caso você possua um blog sobre Guarda Municipal de sua cidade ou com assuntos pertinentes à categoria, nos envie o link de seu blog que cadastramos ele e a partir deste momento o seu blog passará a fazer parte da BLOGOSFERA POLICIAL MUNICIPAL.
Você continuará a realizar suas postagens normalmente em seu blog e automaticamente suas publicações irão aparecer no blog da BLOGOSFERA POLICIAL MUNICIPAL.

Estamos ainda em fase de testes mas a BLOGOSFERA POLICIAL MUNICIPAL já está em pleno funcionamento.
Fico muito feliz em poder ajudar muitos colegas que possuem blog's referente às Guardas Municipais e que não possuem muitos acessos, com essa ferramenta será mais fácil a divulgação.
Espero ajudar meus amigos, nossa categoria precisa ser apresentada a toda população, e os blog's das Guardas Municipais é uma ferramenta muito importante, espero contar com a ajuda dos amigos.

ABRAÇOS 
GCM Guilherme

Secretário de Segurança recebe demandas das guardas municipais

14/08/13 - Encaminhado por Carlinhos Silva: A Frente Parlamentar em Defesa das Guardas Municipais do Estado de São Paulo, coordenada pelo deputado estadual Chico Sardelli (PV), esteve em audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, hoje à tarde (13/08). Ele recebeu uma pauta com oito reivindicações das



GCMs, definidas em reuniões da Frente, já apresentada ao governador Geraldo Alckmin no início de julho. Entre os pedidos, o secretário respondeu positivamente em facilitar o cadastro das GCMs no Infocrim e também autorizou a formatação de um novo modelo de Boletim de Ocorrência incluindo um campo que conste que o atendimento foi feito pela Guarda Municipal.



“Sem essa alteração, não é possível hoje fazer um levantamento e tabulação das ocorrências atendidas pelos guardas no sistema estadual de estatísticas da Secretaria de Segurança Pública. O secretário disse que até outubro será realizada essa mudança, o que consideramos um grande avanço”, disse Sardelli.

Em relação à isenção de pedágio para as viaturas das Guardas Municipais, o deputado agendará uma reunião na Artesp para tratar do assunto. A disponibilização de verbas para aquisição de viaturas e equipamentos para as corporações é outra reivindicação que a Frente Parlamentar continuará encaminhando. “Hoje não se faz mais segurança pública sem as Guardas


Municipais. Entendemos que é fundamental essa contrapartida do Estado para melhorar a estrutura e logística das guardas. Por isso vamos continuar lutando por esse e outros pedidos dos GCMs”, destacou.
Também participaram da audiência o suplente de deputado federal e GCM Carlinhos Silva, Ezequiel Edson Faria, presidente da Associação Brasileira das Guardas Municipais, GCM Lucival, da cidade de Leme, Orisvaldo, de Campinas, vereador GCM Manoel, de Mogi mirim, vereador GCM Alan, de Monte Mor, vereador GCM Leite, de Capivari.
Legenda   foto
Secretário de Segurança, Fernando Grella, recebe o deputado Sardelli e guardas municipais


Assessoria de Imprensa
Mirna Ferrez

Foragido da Justiça é capturado pela Guarda Civil após dano ao patrimônio público

13/08/13 - Em data de 12/08/13 por volta das 09 horas e 20 minutos a equipe composta pelo 1ª Classe Cataldo e pela 2ª Classe Amélia, 2ª Classe Donádio, quando em patrulhamento pelo respectivo próprio municipal, foi notado um indivíduo a qual tentava danificar o bebedouro que fica ao lado da Inspetoria Regional da Consolação Pacaembu, sendo que a parte ao perceber a nossa aproximação este evadiu do local.




Passado alguns minutos o respectivo indivíduo retornou nas proximidades da Inspetoria e numa ação inesperada este ateou fogo a uma lixeira que fica acondicionada junto ao poste na via pública que fica na Rua João Guimarães Rosa esquina com a Rua da Consolação, e de responsabilidade da Prefeitura da Cidade de São Paulo, passando esta a vir pegar fogo, sendo que esta equipe se deslocou até o local e a parte novamente deixou o local rapidamente, diante deste fato conseguimos com ajuda do comércio ali próximo apagar tal fogo colocado nesta lixeira, que por sinal ficou completamente destruída e danificada.

VEJA AINDA:

 
Após este fato, o respectivo indivíduo foi visualizado por esta equipe andando nas proximidades da Igreja da Consolação, onde numa ação rápida conseguimos em lograr êxito em deter tal individuo, e ao ser interpelado os motivos de praticar tal dano o mesmo começou a ter atitudes de uma pessoa com deficiência mental, o qual a parte foi conduzido perante autoridade de plantão Dr. Paulo Cesar de Freitas do 4° Distrito Policial (Consolação) que após tomar ciência dos fatos determinou a lavratura do Auto de Prisão em flagrante por prática de crime de Dano ao Patrimônio Público e solicitou a respectiva legitimação do respectivo indivíduo diante deste não portar documento pessoal.

Compareceu no local dos fatos que se encontrava isolado e preservado pela 2ª Classe Fernanda , 2ª Classe Nardim e 2ª Classe Fernando , a equipe do I. C. composta pela VTR S-0936 perito Lelis que procedeu o respectivo trabalho de levantamento de dados fotográficos.

Após colher o respectivo material este foi encaminhado ao Departamento IRRGD a fim de ser verificado se este possuía alguma passagem policial, sendo que em nenhum momento o indivíduo detido fornecia seus dados pessoais a fim de dificultar o trabalho de levantamento de sua vida pregressa.

Tal material retornou a distrital sendo solicitado que fosse conduzido o individuo ao plantão do IRRGD a fim de poder colher mais material pois o que fora encaminhado não estava conseguindo levantar as informações necessárias a fim de identificar o mesmo, ainda mais em virtude de seus dedos estarem completamente danificados e suas digitais não estavam nítidas para efetuar tal pesquisa.

Após este ser encaminhado ao respectivo setor, fora atendido pelo Papiloscopista Marcos que também achou estranha as suas digitais, onde com muito profissionalismo e dedicação consegui colher material suficiente que após efetuar a respectiva pesquisa verificou que tal individuo se chamava I. M. de 31 anos e tendo 5 passagens pelo Artigo 157 ( Roubo) , VULGO BIN LADEM , MAGRELA , RAPOSA , MINEIRINHO, a qual era PROCURADOdesde 2012 e tinha ainda para cumprir pena até 2.023.

Sendo apresentado novamente ao Dr. PAULO CESAR que determinou a lavratura do B. O. 5372/13 com natureza de DANO QUALIFICADO / DANO AO PATRIMONIO PÚBLICO / CAPTURA DE FORAGIDO, permanecendo este a disposição da justiça, encerrando às 17 horas.

Cabe ressaltar que somente tal meliante foi recolhido novamente a carceragem diante de um empenho de todos os integrantes que participaram desta ocorrência, não deixando de se comover coma situação do indivíduo que aparentemente se passou por um morador de rua e que tinha problemas mentais, pois seu disfarce não durou muito e com inteligência e cautela conseguimos tirar mais um indivíduo de grau perigoso das ruas desta cidade.

VTR 70.623

1ª Classe Dorival
2ª Classe Eder
2ª Classe Paulo Renato
2ª Classe Duarte

VTR G 20.209

1ª Classe Marques
2ª Classe Glaujor


Ocorrência enviada pelo 1ª Classe Cataldo

Secretário Roberto Porto visita a Inspetoria de Operações Especiais - IOPE

13/08/13 - Por Dennis Guerra: Um dia após visitar o Canil GCM/SP, Roberto Porto, Secretário Municipal de Segurança Urbana, esteve na Inspetoria de Operações Especiais - IOPE, juntamente com a Superintendente de Operações Inspetora Lindamir e o Superintendente de Planejamento Inspetor MenezesCiceroneados pelo Comandante da Unidade, Inspetor Rocha, todas as dependências foram apresentadas




ao secretário Porto. Durante a presença do Secretário, os integrantes de Operações Especiais realizavam treinamentos no mesmo local utilizado pelo efetivo do Canil GCM/SP. Fotos: Dennis Guerra



Visita às instalações do Grupamento de Motociclistas IOPE



VEJA AINDA: 

Sala do Comandante IOPE


Inspetor ATO Eugênio,  Comandante IOPE Inspetor Rocha, Inspetor Sup. Menezes,
Secretário Roberto Porto e Inspetora Sup. Lindamir


Veja as imagens do treinamento IOPE realizado ao lado dos integrantes do Canil da Guarda Civil Metropolitana. Fotos: Dennis Guerra










Apoio:

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Permitida a reprodução se feita na íntegra e citada a fonte original



A guarda municipal foi baleada dentro de uma escola. Três guardas faziam ronda na porta da escola quando foram surpreendidos por um bando de sete homens, um deles armado. Os alunos tinham acabado de entrar em aula quando a invasão aconteceu. Houve troca de tiros e a guarda acabou baleada.

Fonte: http://noticias.r7.com/videos/gcm-e-base-da-guarda-sao-baleadas-por-bandidos-na-zona-norte-de-sp/idmedia/520cc6870cf2b2e5fae224f4.html

sexta-feira, 19 de julho de 2013



O guarda estava estacionando o carro na garagem da casa dele, quando dois bandidos o abordaram. Ele reagiu e trocou tiros com os criminosos. Pelo menos doze tiros foram disparados, um dos disparos atingiu um dos assaltantes que não resistiu e morreu o outro conseguiu fugir. 

Fonte: http://videos.r7.com/guarda-civil-metropolitano-troca-tiros-com-bandidos-na-zona-leste-de-sp/idmedia/51e90ddb0cf2c9f75e6e94fa.html

sexta-feira, 5 de julho de 2013

03/07/13 - Por Dennis Guerra: Trecho do texto

Jornalismo de Guerra - A Missão: “(...) Os conflitos armados que ocorrem por todo o mundo são, nos dias de hoje, exaustivamente relatados e analiticamente dissecados pelos meios de comunicação social. Quer ocorram na "civilizada Europa" ou no mais





esquecido país do terceiro mundo, inúmeros repórteres são prontamente enviados para os cenários de guerra, numa procura incessante de informação. Inicia-se, assim, uma nova guerra, a guerra dos media, aparentemente sem regras, que conta apenas com o profissionalismo e a capacidade de discernimento dos jornalistas que nela se vêem envolvidos.

VEJA AINDA:



Em tempo de guerra, a pressão exercida sobre os jornalistas no terreno é constante. A fome de notícias torna-se voraz, obrigando os repórteres a encontrar, com a maior rapidez possível e nos recantos mais inimagináveis, acontecimentos passíveis de suscitarem interesse. Esta necessidade de consumo imediato de factos (ou pseudo-factos) é, muitas vezes, causadora de atropelos à ética jornalística.

A grande velocidade imprimida ao fluxo informativo limita o tempo de ponderação sobre o que é ou não notícia ou até que ponto as reportagens ferem a individualidade e a segurança das pessoas nelas expostas. Fica também relegada para planos secundários a total confirmação da veracidade dos dados recolhidos, que em tempo de guerra não passam muitas vezes de simples boatos. Com estes procedimentos, os meios de comunicação arriscam-se a pôr em perigo a integridade física e moral de várias pessoas, desde as testemunhas até ao próprio repórter. Em casos extremos, devido ao fomento de rumores infundados, estas notícias podem mesmo prejudicar ou agravar a situação no terreno, criando tensões entre as forças beligerantes.

As grandes beneficiárias desta forma de actuação dos media são as audiências, que disparam, atingindo sucessivos recordes. Porém, para além das pessoas envolvidas no conflito, a opinião pública é claramente lesada. Ao ser abalroada por "meias-verdades" que toma como inteiramente credíveis, cria equívocos de grande dimensão que só após o fim da guerra são devidamente esclarecidos ou desvendados. (...)”

Fazendo uma ponte...

Inicio este artigo com uma breve leitura do texto de Pedro Cardoso, do 2º Ano do Curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Achei muito pertinente, pois através dele fareiuma ponte à experiência vivida no último dia 18/06/2013, data essa que ficará marcada para sempre na vida de muitas pessoas que conheço - principalmente na minha. Nesse dia, a Guarda Civil Metropolitana impediu a invasão da sede da Prefeitura de São Paulo por participantes de uma das centenas de manifestações que ocorreram por todo o país. Com mais tranquilidade agora, eis a minha visão:


Poucos poderiam imaginar como seria aquele dia


Naquela manhã, parte do efetivo da Inspetoria de Operações Especiais - IOPE - permaneceu de prontidão pela base. A outra parte, composta basicamente pelo Grupamento de Motociclistas, dirigiu-se à sede com o objetivo de acompanhar a movimentação dos manifestantes. Outras equipes da GCM já estavam no local. Viaturas passavam informações a todo o momento sobre a situação pela área central.
Era prevista a presença de 120 mil pessoas na Praça da Sé a partir das 17:00 h.



Com uma concentração de pessoas dessa magnitude, ficava óbvio que, se não todas, pelo menos uma parte considerável seguiria para a prefeitura. Foi o que aconteceu.

No início, podia-se perceber uma grande quantidade de repórteres procurando o ‘melhor lugar’ para registrar os fatos. Uma grande quantidade de pessoas passava a ocupar a frente da prefeitura e o efetivo da GCM/SP se colocava em frente às entradas do prédio. Em certo momento, fui indagado pelo Sr. Roberto Porto - Secretário Municipal de Segurança Urbana (que esteve pelo local deste o início até o fim daquele dia) se estava tudo bem. Respondi que sim. 

Conforme aumentava a concentração de manifestantes, percebia-se que alguns ficavam mais exaltados. Os jornalistas eram orientados a permanecerem atrás de uma linha de segurança - o quê, inevitavelmente, por vezes eram novamente orientados. Palavras de ordem eram emanadas pelo público, um boneco era queimado, as grades eram forçadas.






O comandante da operação continuava a orientar os organizadores da manifestação a amenizar os ânimos dos mais eufóricos, mas até certo ponto, em vão. O efetivo da Guarda Civil permanecia no local atento ao que ocorria ao seu redor.


O que poucos imaginavam estava prestes a acontecer

Com a invasão da área delimitada, a multidão avançou até parar em frente aos integrantes da Guarda Civil Metropolitana. Procurando evitar o confronto, o comando da operação determinou que os GCMs adentrassem para a sede da prefeitura. Os doze escudeiros da IOPE permaneceram à frente da entrada enquanto o restante do efetivo seguia pela retaguarda. Jornalistas inoportunos tentavam conseguir mais informações. Até aquele momento, os manifestantes ainda não haviam percebido a movimentação que ocorria à retaguarda dos escudeiros.


O fato mais perceptível é que a utilização de equipamentos de filmagem tem um poder de inibição muito singular em situações como essa. Enquanto a câmera em minha mão girava de um lado para o outro, alguns manifestantes recuavam, outros procuravam afastar os mais exaltados. Muitos utilizavam as suas câmeras e celulares para conseguirem imagens que pudessem denegrir a ação dos guardas... tudo em vão.


Tranquilidade ou Efeito Túnel - Talvez, por não ser a primeira vez - e provavelmente não a última - e conhecer o potencial da equipe da qual se faz parte, foi relativamente fácil permanecer filmando toda a ação. Quando se analisa as imagens feitas pelos canais de TV, a impressão que se tem é que a narrativa do apresentador colabora muito mais para gerar intranquilidade ao telespectador do que efetivamente transmitir a realidade. Quando se está no olho-do-furacão, o objetivo é orientar justamente aqueles que estão procurando tranquilizar o restante, e isso em nada se compara a tais narrativas sensacionalistas. Porém, é sempre bom ter cuidado e não confundir a convicção de estar calmo com o chamado Efeito Túnel, que gera uma espécie de afunilamento dos sentidos. Nesse caso, pode-se colocar tudo a perder. Um dos sinais mais claros de estar focado ao que ocorria ao redor é o momento do recolhimento. Talvez esse seja o momento mais marcante - para mim - naquela noite: o sincronismo dos movimentos permitiu que a câmera permanecesse firme em minhas mãos.


Com a ordem para retornar, focava-se agora a ação na segurança dos que estavam dentro do prédio. A partir desse momento, considerou-se que a ação no lado externo passou aos cuidados da polícia de manutenção da ordem pública. Durante todo o tempo, em meio ao gás lacrimogênio que pairava sobre o ar, ouviam-se vidros sendo quebrados e bombas explodindo do lado de fora. Os GCMs se colocavam em acessos de todo o prédio a fim de evitarem invasões. Na frente da prefeitura encontrava-se a maior


concentração de manifestantes. O efetivo IOPE permanecia nessas entradas. O secretário Roberto Porto permanecia no local.


Um veículo de reportagem tornou-se o alvo dos manifestantes mais violentos. GCMs avaliavam a situação da seguinte maneira: apagar as chamas e arriscar a proteção da prefeitura ou aguardar. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, essa dúvida foi sanada. A minha noiva - assim como outros amigos - ligou para saber como estávamos.

Ela disse:


Te vimos na TV... como você está? O que está acontecendo aí?

Percebendo a preocupação em sua voz, tentei tranquilizá-la (assim como o restante de minha família) mudando o foco do problema:

Eu: Estamos bem, pena que acabou o café!

Ela: Café?! Vocês estão cercados por uma multidão e você diz que não tem café?

Eu: Minha gata, ‘tá tudo bem aqui. Só não está melhor porque acabou o café e eu não encontro a copeira.


Um repórter, que havia entrado no prédio com receio da violência, fazia filmagens. O secretário Roberto Porto, preocupado com a sua segurança, solicitou que ele fosse retirado da frente das portas. Com escudos à dianteira, GCMs atravessaram a linha das entradas e o retiraram do local. O repórter permaneceu na sede fazendo os seus registros. Por minutos não se ouviam vozes no saguão, apenas janelas que eram continuamente estilhaçadas e gritos que vinham do lado



de fora do prédio. Os GCMs continuavam atentos. Olhei do meu lado e vi o momento em quê a Bandeira do Município de São Paulo era devidamente dobrada pelos GCMs que a resgataram. Em outro piso, uma bancada de atendimento era utilizada como ponto de apoio para evitar que manifestantes arrombassem a porta com a utilização de umaríete improvisado. Outros guardas utilizavam extintores para afastar possíveis invasores em uma das janelas. O restante permanecia no estacionamento, monitorando a entrada. Alguns GCMs escalavam as janelas do saguão para visualizar possíveis tentativas de acesso. Uma motocicleta era queimada no Viaduto do Chá. 






Eu me via como um 'repórter de guerra'. Por mais que eu tivesse publicado ocorrências das mais diversas neste site - entre elas algumas com a minha participação -  nada seria comparável a esse momento. Perguntei à uma colega se ela já havia imaginado uma situação como aquela: “Nunca!”



Depois da tempestade...




Com a chegada da Polícia Militar - cerca de uma hora e meia depois das portas se fecharem - houve a dispersão de parte dos manifestantes. Surgiam casos de saques ao comércio local e equipes da GCM detiveram parte dos acusados. O secretário Roberto Porto aproximava-se dos integrantes da GCM e dizia:

“Parabéns, a Sede da Prefeitura de São Paulo só não foi invadida essa noite porque vocês estão aqui. Vocês estão de parabéns... todos vocês!”

Com a liberação do local, todos foram encaminhados à suas bases. Na Inspetoria de Operações Especiais o sentimento de missão cumprida era tão contagiante que muitos ainda demoravam a se encaminhar para a sua residência. No meu caso, essa é a parte daquele dia que menos me recordo. Sabia apenas o quanto é maravilhoso ter alguém te esperando.

Quando cheguei em casa, a minha noiva me aguardava com um café que havia acabado de passar. Nos abraçamos, conversamos, rimos, tomamos uma xícara e então ela disse:

“Eu aqui chorando de tanta preocupação e você me diz que não tem café. É bem a sua cara mesmo!”

Um agradecimento especial à Renata Guazzelli, Allison Magnus, Roberta Faria, Adriano Duarte e Ingrid Alfaya, que me incentivaram a escrever este texto.

Fonte de pesquisa: Forumedia em 01/07/2013 às 12:49h:

Fotos: Dennis Guerra (Foto 4 Facebook)